Acostumado a decidir finais e levantar troféus, Lionel Messi protagonizou uma das cenas mais inesperadas de sua carreira em 17 de janeiro de 2021. Na derrota do Barcelona por 3 a 2 para o Athletic Bilbao, na final da Supercopa da Espanha, o craque argentino foi expulso pela primeira vez vestindo a camisa do clube catalão após agredir o atacante Asier Villalibre nos minutos finais da prorrogação!
Aquele cartão vermelho entrou para a história por um motivo curioso: depois de 753 partidas pelo Barcelona, Messi jamais havia recebido uma expulsão defendendo a equipe espanhola! Eita!
Se Messi saiu de campo como protagonista negativo, o outro personagem daquela noite foi justamente Asier. O atacante começou a decisão no banco de reservas e entrou aos 38 minutos do segundo tempo. Aos 45, marcou o gol que levou a partida para a prorrogação. Pouco depois, o Athletic Bilbao virou o confronto, fez 3 a 2 e ficou muito perto do título.
Já nos acréscimos, com a equipe basca administrando a vantagem, Villalibre tentou impedir o avanço de Messi. Irritado, o argentino reagiu com um golpe no adversário. O árbitro Jesús Gil Manzano inicialmente deixou o jogo seguir, mas mudou a decisão após revisão do VAR e mostrou cartão vermelho direto ao camisa 10.
Em entrevista ao jornal espanhol AS, Villalibre declarou: "Coloquei o corpo para que ele não avançasse. Ele ficou irritado, bateu a mão no meu rosto e acredito que tenha sido uma agressão clara. É normal, foi um momento de impotência. Não aconteceu nada".
A expulsão repercutiu fortemente na imprensa espanhola. Em reportagem publicada pela ESPN Brasil, o jornal Marca classificou a atitude de Messi como incompatível com sua trajetória e afirmou que o argentino deveria se desculpar com Villalibre.
"Acabou tão desesperado que se auto-expulsou com uma ação muito feia na agressão a Villaibre. Foi a consumação de uma temporada muito irregular do argentino e que o expõe a uma dura punição. Impróprio de um jogador de seu nível e de um capitão. Por isso, deveria pedir perdão", destacou o veículo.
Na época, especulou-se que Messi poderia pegar até quatro partidas de suspensão. A punição definitiva, porém, foi de dois jogos, aplicada pelo Comitê de Competição da Federação Espanhola.